Como analisa o engenheiro Valderci Malagosini, na produção de artefatos de cimento, como blocos de concreto, pisos intertravados e peças pré moldadas, os custos mais evidentes costumam receber maior atenção. Matérias primas, mão de obra direta e consumo de energia são itens facilmente identificáveis. No entanto, existe uma parcela significativa de gastos que passam despercebidos no dia a dia da fábrica e que impactam diretamente a rentabilidade do negócio.
Esses custos invisíveis estão relacionados a falhas de processo, desperdícios recorrentes e decisões operacionais pouco estruturadas. Identificá-los é o primeiro passo para aumentar a eficiência produtiva, reduzir perdas e tornar a fábrica mais competitiva em um mercado cada vez mais pressionado por preços e qualidade. Ao longo deste conteúdo, serão analisadas as principais fontes desses custos ocultos e as estratégias práticas para mapeá-los, corrigi-los e transformar ineficiências em ganhos operacionais sustentáveis.
O impacto do desperdício de materiais na produtividade
Segundo o engenheiro Valderci Malagosini, o desperdício de materiais é um dos principais custos ocultos na fabricação de artefatos de cimento. Perdas de agregados, variações no consumo de cimento e sobras de concreto são muitas vezes tratadas como algo normal da produção, quando na realidade representam uma fonte constante de prejuízo.
Além do custo direto dos insumos, o desperdício compromete a padronização do traço e afeta o desempenho final das peças. A falta de controle rigoroso sobre dosagem e umidade dos materiais gera retrabalho, descarte de peças e instabilidade no processo produtivo.
Retrabalho e peças fora de padrão
O retrabalho é outro custo invisível que afeta silenciosamente a eficiência da fábrica, como aponta o engenheiro Valderci Malagosini. Peças fora de especificação dimensional, com baixa resistência ou defeitos visuais, exigem correções, reprocessamento ou descarte, consumindo tempo, energia e mão de obra.
Muitas vezes, esses problemas estão ligados à ausência de controle tecnológico adequado ou à falta de padronização operacional. Cada peça retrabalhada representa não apenas um custo adicional, mas também um gargalo que reduz a capacidade produtiva da linha.

Falhas de manutenção e paradas não planejadas
A falta de um plano de manutenção preventiva é uma das principais causas de perdas de eficiência na produção de artefatos de cimento. Equipamentos como vibroprensas, misturadores e sistemas de cura, quando operam fora das condições ideais, afetam diretamente a qualidade e a produtividade.
Na visão do engenheiro Valderci Malagosini, as paradas não planejadas interrompem o fluxo de produção, geram atrasos e aumentam o consumo de recursos. Além disso, equipamentos mal regulados contribuem para variações de compactação e acabamento, ampliando o índice de rejeição das peças produzidas.
Onde a falta de controle operacional gera custos ocultos?
Os custos invisíveis também surgem quando não há indicadores claros de desempenho na fábrica. Sem dados confiáveis, decisões são tomadas com base em percepção, o que dificulta a identificação de ineficiências e oportunidades de melhoria.
Antes de listar os principais pontos de atenção, é importante destacar que o controle operacional não se resume a números financeiros, mas envolve todo o processo produtivo.
- Ausência de indicadores de perdas e produtividade;
- Falta de padronização nos procedimentos de produção;
- Treinamento insuficiente das equipes operacionais;
- Comunicação falha entre produção, controle de qualidade e gestão;
- Processos decisórios baseados apenas em experiência empírica.
Esses fatores, quando somados, reduzem a eficiência global da fábrica sem que isso seja percebido de forma imediata, como evidencia o engenheiro Valderci Malagosini.
Como transformar custos invisíveis em ganhos de eficiência
Em conclusão, identificar e reduzir custos invisíveis exige uma mudança de postura na gestão da fábrica. A adoção de controle tecnológico, indicadores de desempenho e rotinas de melhoria contínua permite enxergar onde estão as principais perdas e atuar de forma estratégica.
Investir em treinamento, manutenção preventiva e padronização de processos não apenas reduz desperdícios, mas também melhora a qualidade dos artefatos produzidos. Com isso, as fábricas ganham eficiência, previsibilidade e maior competitividade em um setor cada vez mais exigente.
Autor: Joseph Lemes