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Investimento

Strive investe US$ 143 milhões em Bitcoin e entra no grupo das cinco maiores tesourarias corporativas de BTC

Elisa Bellvani
Elisa Bellvani 1 de setembro de 2026
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10 Min de leitura
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Companhia adquiriu 1.800 Bitcoins em apenas cinco dias e elevou suas reservas para 23.156 BTC; nova operação reforça estratégia de transformar a criptomoeda em um dos principais ativos de sua tesouraria.

Contents
Compra aconteceu em apenas cinco diasReservas chegam a 23.156 BitcoinsStrive já havia comprado 1.110 BTC na semana anteriorEmpresa acelerou compras mesmo com Bitcoin mais caroStrive torna-se quinta maior detentora corporativa públicaBitcoin vira elemento central da estratégia corporativaEstratégia amplia potencial de valorização e também riscoAções reagem à expansão das reservasTD Cowen eleva preço-alvo das açõesCompras corporativas de Bitcoin voltam a acelerarEmpresas criam nova fonte de procura por BTCOperação reforça aposta institucional na criptomoedaStrive inicia setembro com mais de 23 mil BTCFontes:

A Strive ampliou novamente sua exposição ao Bitcoin com uma compra de aproximadamente US$ 143 milhões, numa das maiores movimentações corporativas recentes envolvendo a criptomoeda. A empresa adquiriu 1.800 BTC entre os dias 24 e 28 de agosto de 2026, aumentando significativamente sua reserva justamente num período de forte recuperação do mercado.

A companhia pagou, em média, US$ 79.431 por Bitcoin, considerando taxas e despesas associadas às operações. Com a nova aquisição, o volume mantido pela Strive passou de 21.356 para 23.156 BTC, crescimento de aproximadamente 8,4% em apenas uma semana.

O movimento também alterou a posição da empresa entre as companhias abertas que adotam Bitcoin como ativo de tesouraria. Com mais de 23 mil moedas, a Strive ultrapassou a Bullish e passou a ocupar a quinta posição entre as maiores tesourarias corporativas públicas de Bitcoin, segundo rankings acompanhados pelo setor.

Compra aconteceu em apenas cinco dias

A velocidade da aquisição chama atenção. Os 1.800 Bitcoins foram comprados durante o período de 24 a 28 de agosto, equivalente a cinco dias úteis.

Considerando o preço médio informado pela companhia, cada Bitcoin custou US$ 79.431. O investimento total ficou próximo de US$ 143 milhões, incluindo taxas e outras despesas relacionadas às transações.

A operação ocorreu enquanto o Bitcoin apresentava forte recuperação. A criptomoeda avançou mais de 20% durante parte da segunda metade de agosto e chegou novamente à região dos US$ 80 mil.

Reservas chegam a 23.156 Bitcoins

Antes da nova compra, a Strive possuía 21.356 BTC. A incorporação de outras 1.800 unidades elevou imediatamente o saldo para 23.156 Bitcoins.

A dimensão dessa reserva transforma a companhia numa das maiores detentoras corporativas da criptomoeda entre empresas negociadas publicamente.

Considerando apenas a quantidade de moedas, a Strive passou à frente da Bullish, que aparece com aproximadamente 22 mil BTC em levantamentos do setor.

Strive já havia comprado 1.110 BTC na semana anterior

A operação de US$ 143 milhões não aconteceu isoladamente. Na semana anterior, a companhia já havia adquirido outros 1.110 Bitcoins.

Naquela compra, foram investidos aproximadamente US$ 81,5 milhões, com preço médio de US$ 73.409 por moeda.

Somadas, as duas operações acrescentaram 2.910 BTC à tesouraria da Strive em aproximadamente duas semanas. O investimento combinado ficou próximo de US$ 224,5 milhões.

Empresa acelerou compras mesmo com Bitcoin mais caro

Outro aspecto relevante está no preço das duas operações. Na primeira aquisição, a Strive pagou aproximadamente US$ 73,4 mil por Bitcoin. Poucos dias depois, aceitou pagar cerca de US$ 79,4 mil.

A diferença supera US$ 6 mil por unidade e mostra que a companhia continuou acumulando mesmo depois da forte valorização do ativo.

Em vez de esperar por uma correção para conseguir preços menores, a estratégia recente indica prioridade para o aumento da quantidade de Bitcoins mantidos em tesouraria.

Strive torna-se quinta maior detentora corporativa pública

Com 23.156 BTC, a companhia passou a ocupar a quinta colocação entre as maiores empresas públicas detentoras de Bitcoin, segundo dados citados pelas publicações especializadas que acompanham tesourarias corporativas.

A empresa aparece atrás de companhias como Strategy, Twenty One Capital, Metaplanet e MARA Holdings.

A posição é relevante porque coloca a Strive dentro de um grupo relativamente pequeno de empresas com dezenas de milhares de Bitcoins nos seus balanços.

Bitcoin vira elemento central da estratégia corporativa

A movimentação representa uma tendência que ganhou força nos últimos anos: empresas que utilizam Bitcoin como parte relevante da gestão de seus recursos financeiros.

No modelo tradicional, companhias costumam manter reservas em dinheiro, títulos públicos e outros instrumentos considerados líquidos ou conservadores.

Empresas com estratégia de tesouraria em Bitcoin alteram parcialmente essa lógica. Elas utilizam capital próprio ou captado no mercado para adquirir BTC e mantê-lo no balanço como ativo estratégico.

Estratégia amplia potencial de valorização e também risco

A abordagem pode produzir ganhos significativos quando o Bitcoin se valoriza. Uma empresa com milhares de moedas beneficia-se diretamente do aumento do preço do ativo.

O efeito inverso também existe. Uma queda expressiva do Bitcoin reduz o valor de mercado da reserva e pode afetar a percepção dos investidores sobre as ações da companhia.

Com 23.156 BTC, a Strive tornou-se ainda mais sensível às oscilações da criptomoeda. Quanto maior a participação do Bitcoin no balanço, maior tende a ser a ligação entre o desempenho do BTC e a avaliação da empresa pelos mercados.

Ações reagem à expansão das reservas

O mercado acionista acompanhou a nova aquisição. As ações ASST apresentaram valorização superior a 5% na segunda-feira após a divulgação da movimentação.

O desempenho recente é ainda mais expressivo quando analisado num período maior. Publicações especializadas apontaram que os papéis praticamente duplicaram durante agosto e acumularam forte valorização nos últimos meses.

Essa relação demonstra como investidores passaram a avaliar empresas de tesouraria em Bitcoin não apenas pelas atividades operacionais tradicionais, mas também pela quantidade de BTC que possuem e pela maneira como financiam novas aquisições.

TD Cowen eleva preço-alvo das ações

A expansão da tesouraria também provocou uma revisão entre analistas. A TD Cowen elevou seu preço-alvo para as ações da Strive de US$ 28 para US$ 32, mantendo recomendação de compra.

A revisão está relacionada, entre outros elementos, ao ritmo de aquisição de Bitcoins, que superou algumas projeções anteriores.

Analistas da instituição passaram a trabalhar com uma estimativa maior para as compras da companhia durante o terceiro trimestre.

Compras corporativas de Bitcoin voltam a acelerar

A Strive não está sozinha. Outras empresas com grandes reservas de Bitcoin também retomaram ou ampliaram suas aquisições.

A Strategy, maior tesouraria corporativa pública de Bitcoin, voltou às compras depois de uma pausa e anunciou a aquisição de 4.603 BTC por aproximadamente US$ 370 milhões.

A coincidência das operações mostra uma retomada da procura corporativa num momento em que o Bitcoin voltou a apresentar valorização expressiva.

Empresas criam nova fonte de procura por BTC

Quando companhias compram milhares de Bitcoins para mantê-los em tesouraria, parte dessas moedas deixa de circular ativamente no mercado.

Caso essa estratégia seja mantida durante períodos prolongados, empresas podem transformar-se numa fonte estrutural de procura.

O impacto sobre o preço, entretanto, depende de diversos outros fatores, incluindo oferta disponível, comportamento de investidores individuais, ETFs, mineradores e condições macroeconómicas.

Operação reforça aposta institucional na criptomoeda

A compra da Strive chama atenção justamente porque aconteceu enquanto o Bitcoin subia. A companhia não reduziu o ritmo diante dos preços maiores e adicionou quase US$ 225 milhões em BTC considerando as duas últimas semanas de compras.

A estratégia demonstra uma visão de longo prazo sobre o ativo, mas aumenta simultaneamente a exposição dos acionistas às oscilações do mercado de criptomoedas.

Com cada nova aquisição, uma parcela maior do valor da empresa passa a depender do comportamento do Bitcoin.

Strive inicia setembro com mais de 23 mil BTC

A companhia chega a setembro de 2026 com 23.156 Bitcoins no balanço e uma posição entre as cinco maiores tesourarias corporativas públicas da criptomoeda.

Somente na operação realizada entre 24 e 28 de agosto foram investidos aproximadamente US$ 143 milhões. Considerando também a compra anterior de 1.110 BTC, a Strive acrescentou 2.910 Bitcoins às reservas em cerca de duas semanas.

O movimento reforça uma das tendências mais importantes para investidores acompanharem no mercado de Bitcoin: a transformação de empresas listadas em grandes compradoras permanentes do ativo.

Para a Strive, a estratégia representa uma aposta clara de que aumentar a quantidade de Bitcoin por ação poderá criar valor no longo prazo. Para os investidores, entretanto, significa também aceitar uma exposição cada vez maior às oscilações de uma das classes de ativos mais voláteis do mercado financeiro.

A compra de 1.800 BTC por US$ 143 milhões, o preço médio de US$ 79.431 e o saldo de 23.156 BTC são corroborados por diferentes fontes que citam o Form 8-K apresentado à SEC. (FinanceFeeds)

Fontes:

Strive — site oficial

FinanceFeeds — Strive compra 1.800 BTC e chega a 23.156 Bitcoins

Crypto.news — Strive torna-se quinta maior detentora corporativa pública de Bitcoin

Yahoo Finance — operação de US$ 143 milhões da Strive

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